Trepantes-Lygia Clark + Theo Jansen
Trepantes-Lygia Clark
O que são?
Trepantes é uma série de obras que a artista Lygia Clark inicia em 1963, inseridas no neoconcretismo. São esculturas flexíveis feitas em metal ou borracha. Esses objetos são em formato de espirais que se entrelaçam e podem ser adaptados a variadas superfícies. A ideia de Lygia era criar obras livres e orgânicas, que pudessem ser inseridas no espaço de forma a explorar as múltiplas possibilidades, sem a necessidade de uma base específica.
São considerados não-objetos?
Os Trepantes da artista Lygia Clark transcende a ideia usual de objeto e escultura, uma vez que é interativo com o apreciador, pois adapta-se a diferentes superfícies e manuseios. Ademais, a série também contempla um caráter de não representação, porque as obras "são o que são" sem uma sinificação. Por fim, essas peças não tem uma funcionalidade clara enquadrando-se, assim, no conceito de não-objeto.
Theo Jansen
Quem é?
Theo Jansen nasceu em 1948 em Scheveningen, nos Países Baixos. Em 1968, ele começou a estudar física aplicada na Universidade Técnica de Delft, mas em 1975 ele largou os estudos para iniciar a carreira artística e explorar as áreas da aeronáutica e robótica.
À véspera dos anos 80, Jansen começou a criar programas de algoritmos de simulação de vida artificial. O interesse dele em projetar organismos vivos e autônomos por software foi o pilar da série de esculturas cinéticas Strandbeest. Desde 1990, Theo Jensen trabalha na criação dessa nova forma de vida. A crítica internacional o define como "um Leonardo da Vinci moderno", isso levou o Museu Nacional de Ciência e Tecnologia a apresentar pela primeira vez na Itália a Strandbeest de Theo Jansen no ano do 500º aniversário de morte de da Vinci.
Strandbeest:
Esculturas cinéticas semelhantes a grandes insetos ou esqueletos pré-históricos, feitas de tubos de PVC, faixas e plástico As criaturas de Theo são feitas para viver nas praias resistindo a situações adversas , sol, água, tempestades e areia. Elas se alimentam da força do vento e não dependem de motores nem de tecnologia avançada para se mover.
Elas respondem de forma autônoma a forças externas e percepções através de sistemas simples, algumas respondem a marés, além de acumularem energia proveniente do vento para se locomoverem.
Assim como na evolução darwiniana essas estruturas foram progredindo com o tempo e com o trabalho do artista para conquistar uma maior independência e grau de sobrevivência.
https://www.facebook.com/icomunicacaointegrada/videos/esculturas-podem-se-mexer-o-artista-holand%C3%AAs-theo-jansen-criou-animais-que-se-mo/1779097485513772/
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